004 - JUNHO/2006



 Editorial: Questões Relevantes sobre Mensalidades Escolares

O assunto “mensalidades escolares” é regulado pela Lei 9.870, de 23 de novembro de 1999. Esta Lei, dentre outras coisas, determina em seu art. 1º, § 4º que é proibido o reajuste do valor das parcelas da anuidade ou semestralidade escolar em prazo inferior a um ano, a contar da data da sua fixação, salvo quando expressamente previsto em lei.
O art. 2° da Lei 9.870/99 determina que os estabelecimentos de ensino devem divulgar, em local de fácil acesso ao público, o valor do aumento em suas mensalidades escolares, com antecedência mínima de 45 dias da data da matrícula.
Quanto ao valor do aumento, não existe disposição legal que determine um percentual máximo de acréscimo. Contudo, qualquer aumento deverá ser compatível com a prestação do serviço.
De acordo com a legislação é perfeitamente razoável que o aumento reflita a variação dos custos de ensino suportados pela a instituição, sendo que, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 1º da já citada Lei, isto inclui os dispêndios previstos para o aprimoramento do projeto didático-pedagógico do estabelecimento de ensino, assim como os relativos à variação de custos a título de pessoal e custeio.
A cada início de semestre ou período letivo há uma renovação contratual (mesmo que tácita) e somente neste momento é que se poderá efetuar a contratação do novo valor da mensalidade, que deverá ter sido informado com 45 dias de antecedência. A fixação da nova mensalidade deverá ser pelo período mínimo de 1 ano, salvo casos excepcionais, que dependem de autorização legal.
Cabe ainda esclarecer que por determinação do §3º do art.1º da lei 9.870/99, o valor total a ser pago pelo serviço de uma Instituição de Ensino é cobrado em 12 ou 6 parcelas mensais, de acordo com o regime adotado pela escola (anual ou semestral). Planos alternativos de pagamento devem ser estudados como muito critério e devem estar fundamentados na realidade da Instituição e do contrato a ser assinado
O valor estipulado como semestralidade ou anuidade deve refletir a integralidade dos custos da Instituição no período letivo, e podem ser exigidos do aluno independentemente da data da matrícula (desde que ela se refira a todo o período). Ou seja: os meses de recesso ou férias são computados para os cálculos dos custos do serviço prestado pela instituição de ensino, ainda que neles não ocorram aulas, pois os custos da instituição permanecem nesses meses, para viabilizar a continuidade da prestação dos serviços. (ex.: salários de professores e funcionários, manutenção das instalações, atividades de elaboração e preparação do período letivo, etc).
Além da anuidade ou semestralidade as instituições de ensino poderão cobrar dos alunos pela prestação de serviços não contemplados no contrato de ensino.  Por determinação legal, estes estabelecimentos gozam de autonomia administrativa para decidir sobre o valor a ser cobrado pelos serviços prestados, inclusive no que se refere às taxas para o fornecimento de documentos, certidões, enfim. Entretanto a validade de quaisquer cobranças de valores de mensalidades e outras taxas, de acordo com a Portaria nº 971/97 do Ministério da Educação, depende de expressa previsão no Catálogo da Instituição/Manual do Estudante, documento que deve estar disponível para livre consulta de qualquer interessado.
Destaque-se também, que o consumidor (aluno) deve ser informado sobre os valores das mensalidades e outras taxas cobradas pela instituição de ensino no momento da contratação do serviço educacional.
Por derradeiro, cabe frisar que apesar das instituições de ensino gozarem de autonomia administrativa no que se refere ao estabelecimento dos valores cobrados por seus serviços, o valor da mensalidade deve guardar correspondência com o serviço prestado. Assim, o valor estipulado para a mensalidade de um aluno que cursa todas as disciplinas da grade curricular não pode ser o mesmo da mensalidade estipulada para um aluno que esteja cursando apenas uma ou duas matérias. A cobrança do valor integral da mensalidade para o aluno que não está cursando todas as disciplinas da grade curricular pode ser caracterizada como uma prática abusiva, uma vez que isto fere o princípio da proporcionalidade, que está traduzido nos direitos básicos do consumidor no Art. 6º, V, do Código de Defesa do Consumidor.
Da mesma forma, ao se estipular no contrato de ensino um determinado número de créditos a ser ministrado, deve-se ter cuidado para que o serviço prestado reflita fielmente o que foi contratado. O Poder Judiciário tem determinado a devolução em dobro dos valores cobrados por serviços que não foram prestados, também com base no Código de Defesa do Consumidor.
Dra. Sandra Marangoni
Advogada da Marangoni e Consultores Associados
Assessora Jurídica da FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ
Contato: sandra@marangoni-adv.com.br  

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Reuniões: 1 - Reitoria UFSC,  2 - Fórum de Estágio de SC  e  3 - FAPESC  

1 - Reitoria UFSC:
No último dia quatro de julho o Presidente da AMPESC, acompanhado de representantes do Conselho da Presidência e de outros Diretores de Instituições associadas, estiveram em Florianópolis onde se reuniram com o Dr. Lúcio José Botelho, Reitor da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Entre outros assuntos, foram apresentadas as atividades desenvolvidas pela AMPESC e possíveis parcerias da nossa Associação e a Universidade em mestrados inter-institucionais. Outro assunto tratado foi referente ao processo de registro de diplomas das IES Privadas que na sua maioria necessitam fazê-lo através da Universidade Federal. O reitor da UFSC expôs aos diretores presentes que, a partir do mês de agosto, o processo de verificação de possíveis problemas na documentação encaminhada, será através de amostragem. Isso se dará devido ao grande número de processos de registros que estão sendo encaminhado ao setor de responsável por estes serviços na Universidade. Caso seja encontrado algum problema na amostras, o lote de diplomas será devolvido à Instituição de origem para que sejam revistos todos os processos. Foi acordado também um encontro entre os responsáveis por essa área nas Faculdades e a Universidade a fim de promover uma capacitação, oportunizando também uma forma de estreitar os laços profissionais.  Em breve enviaremos mais detalhes.


2 - Fórum de Estágio de SC
A convite da Federação das Industrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, representantes de 10 (dez) Instituições Associadas à AMPESC foram convidadas a participarem da reunião do Fórum de Estágio de Santa Catarina, coordenado pelo Instituto Euvaldo Lodi – IEL,  que aconteceu no dia 6 de julho no prédio do Sistema FIESC com a seguinte pauta: Legislação de Estágio. O tema foi apresentado pelo Sr. Jean Carlo Voltolini, procurador do Ministério Público do Trabalho de SC, baseado nos questionamentos levantados pelos integrantes do Fórum de Estágio de SC até o dia nove de junho passado;
Também foi apresentado o calendário de eventos para o segundo semestre deste ano:
Encontro Regional de Estágio (será realizado na cidade de Joinville em agosto/2006); 7º Encontro Nacional de Estágio (1ª vez na Região Sul, que será realizado em outubro/2006) e
Prêmio Catarinense das Melhores Práticas de Estágio (divulgação das empresas selecionadas para a segunda etapa - visita do MCE Movimento Catarinense para Excelência nas dependências das empresas selecionadas).
Os representantes que se fizeram presentes no evento foram:
Prof. Luís Carlos Martinhago Schlichting e Profa. Maria Silva - ESTÁCIO DE SÁ; 
Prof. Marcello Zapelini -  FACULDADE ENERGIA/FEAN;
Profa. Sueli Fischer Beckert  - SOCIESC;
Profa. Andresa Wagner - FAMEG;
Prof. Élio Antônio Maldaner - EXPONENCIAL;
Sra. Alexsandra Stols Plegrim - ESUCRI;
Profa. Letícia Michels - FUCAP;
Prof. André Kopelke - UNIASSELVI e
Prof. Anselmo Medeiros - IBES.
O convite foi estendido de tal forma a abranger todas as regiões do Estado, pois o número de participante foi limitado em cinco titulares e cinco suplentes.

3 - FAPESC
O Presidente da AMPESC, juntamente com a Diretoria da FAMEG, estiveram reunidos no último dia dia 10 de julho com o Sr. Vladimir Álvaro Piacentini, Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de Santa Catarina - FAPESC, para tratar de assuntos relativos a pesquisa nas instituições filiadas a AMPESC.
O Presidente da FAPESC informou que a participação das instituições interessadas em pesquisa esta regulamentada pelo decreto 3171 do Governo Estadual e colocou-se à disposição da AMPESC para participar de encontros visando contribuir com desenvolvimento cientifico e tecnológico das filiadas atendendo a missão da FAPESC que é "Promover o Desenvolvimento Científico e Tecnológico no Estado de Santa Catarina através do fomento à pesquisa e da interação, em todos os níveis, das instituições científicas, dos complexos produtivos, do governo e da sociedade."
Para as instituições interessadas em conhecer a legislação pertinente à pesquisa em nosso estado e também os editais referentes a esta atividade, poderão dirigir-se ao endereço www.fapesc.rct-sc.br.

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 Boas-vindas aos novos Associados do mês de junho e aos Professores indicados a integrarem os Núcleos de Ensino, Pesquisa e Extensão criados pela AMPESC

Agradecemos a confiança depositada, através da filiação, das Instituições abaixo: 
Criciúma/SC: FATEMI
Mantenedora: Escola Normal e Ginásio Madre Teresa Michel
Mantida: Faculdade Tecnologia MichelSociedade Catarinense de Educação   
Dirigente: Irmã LINDAURA SILVA RIBEIRO
São Bento do Sul/SC: CETEOL
Mantenedora: União Cristã Associação Social e Educacional
Mantida: Faculdade Luterana de Teologia - FLT
Dirigente: Prof. CLAUS SCHWAMBACH

Os Núcleos de Ensino, Pesquisa e Extensão da AMPESC, criados em junho deste ano, estão  mais fortes pois recebemos novas indicações de Professores que farão parte dos grupos. A seguir os nomes dos professores e suas instituições de origem:
Ensino - Prof. Hélio Roberto Hékis (ESTÁCIO DE SÁ - São José) e
Profa. Simone Andrade (FCJ - Joinville).
Pesquisa e Extensão  - Prof. Luiz Ricardo Uriarte (FCJ - Joinville) e
Profa. Mirela Luz
- (ESTÁCIO DE SÁ - São José).
Realizaram-se as primeiras reuniões individuais dos Núcleos, em Joinville, nos dias 03/07 (Ensino) e 12/07 (Pesquisa e Extensão), onde outros assuntos discutiram sobre:
a) Estrutura dos Núcleos;
b) Calendário próximas reuniões;
c) Funções dos Núcleos;
d) Criação de uma Coordenação;
e) Workshop dos Núcleos e
f) Definição de data e especialistas para a relização do evento

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Convite para assessoramente na área da Educação

A AMPESC encaminhou no dia 04 de abril o Ofício 026/2006, que informava o contato efetuado pelas Secretarias Municipais de Educação dos municípios de Navegantes e Rio Negrinho para assessoramento na área da Educação. Cumprindo a sua missão, que também é de compartilhar com as Instituições Filiadas esse tipo de informação, algumas encaminharam propostas atendendo às solicitações das Secretarias. Como ainda não obtivemos retorno, solicitamos um posicionamento para que pudéssemos repassá-lo as interessadas. Confira abaixo o e-mail recebido de uma delas:

----- Original Message -----
From: Jacqueline Régis
To: AMPESC - Valquíria
Sent: Tuesday, June 16, 2006 3:02 PM
Subject: Re: SIMPÓSIO - NAVEGANTES

Recebemos os projetos enviados por vocês, mas o nosso Secretário está estudando também outras propostas para o SIMPÓSIO.

Caso suas propostas venham de encontro com o que ele esteja planejando, entraremos em contato com vocês.
Por enquanto, agradecemos seu empenho e parabenizamos a AMPESC pela qualidade no atendimento.
Estou torcendo para podermos trabalhar em parceria com vocês, se não for dessa vez, que seja em outra oportunidade.

Abraços, da nossa equipe de trabalho.

Jacqueline T. Régis
Secretária da Educação

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 Mídia: Entrevista com o Presidente da AMPESC veiculada no Diário Catarinense

Após a matéria veiculada no Diário Catarinense de 28 de maio de 2006, onde um professor convidado entrevistado equivocou-se na forma de expressão dizendo que o Sistema Particular de Ensino Privado não é de qualidade, a AMPESC se posionou e solicitou que o referido Jornal cedesse um espaço para que pudesse manifesta-se. Esse, com senso de justiça, assim o fez. Leia abaixo a entrevista do Prof. Roque Antônio Mattei, Presidente da AMPESC.

Diário Catarinense
Caderno Economia
10 de julho de 2006

Negócios
' Não há saturação de cursos'

Entrevista com Roque Antonio Mattei, presidente da Ampesc
CLAUDIA MARCELO
( claudia.marcelo@diario.com.br )

O presidente da Associação de Mantenedoras Particulares de Ensino Superior de Santa Catarina (Ampesc), Roque Antonio Mattei, afirma que as universidades representadas pela instituição são responsáveis por 30% dos estudantes no ensino superior no Estado. Em Santa Catarina, 70 mil alunos freqüentam, hoje, cursos em universidades particulares, matriculados nas 54 instituições existentes.
Nos últimos cinco anos, afirma Mattei, o sistema Ampesc cresceu 193%. Mesmo assim, ele ressalta que é importante ampliar o número de universitários em Santa Catarina. E que as universidades mostram-se preocupadas com o acesso dos recém-formados ao mercado de trabalho, estando os cursos voltados para atender a esta demanda.
Na opinião dele, é necessário ampliar o acesso dos estudantes ao ensino superior. Para isso, seria preciso o financiamento público ou a adoção das parcerias público-privadas.

Diário Catarinense - Como o senhor avalia a educação superior em SC?
Roque Antonio Mattei - Até o inicio da década de 60, praticamente não existia educação superior em Santa Catarina. Desde então e até o final da década de 90, a educação superior era, quase na sua totalidade, realizada pelas duas universidades públicas e pelo sistema fundacional. Com a abertura da economia brasileira para o mundo, verificou-se que, para assegurarmos nossa posição e podermos competir com os outros países nas relações comercial e científica, teríamos de superar nossa defasagem em número de cidadãos no ensino superior. O Brasil adotou o que a grande maioria de países emergentes encontrou como solução: abriu para a iniciativa privada a possibilidade oferecer ensino superior à população. O país tem como meta 10 milhões de alunos nas universidades. Atualmente, estamos com aproximadamente 5 milhões. As faculdades privadas, representadas pela Ampesc, são responsáveis por 30% dos estudantes no ensino superior em Santa Catarina. O crescimento do sistema Ampesc nos últimos cinco anos foi de 193% enquanto a UFSC alcançou 3,4% e o Sistema Acafe, 20,6%. Diante deste cenário, a educação superior no Estado é destaque nacional.

DC - O ensino superior privado é de qualidade?
Mattei - Todas as instituições do sistema Ampesc estão subordinadas ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), portanto cada curso que as faculdades privadas lançam é rigorosamente avaliado por comissões de especialistas nomeadas pelo MEC. Esses especialistas são, normalmente, de universidades federais. Além disso, estamos sendo constantemente auditados pelo MEC por meio de encaminhamento de relatórios e visitas de especialistas. Cada instituição tem a preocupação de garantir o melhor para os seus alunos e para o desenvolvimento da comunidade onde está sediada.

DC - Qual o papel da Ampesc e para que foi criada?
Mattei - A Ampesc tem como missão contribuir com a sociedade por meio do ensino, pesquisa e extensão, promovendo o desenvolvimento cultural, científico e tecnológico. No cumprimento da missão, realizamos assessoramento pedagógico, técnico, administrativo e jurídico, inclusive como mediadores entre o setor e os poderes públicos. A associação promove programas de capacitação continuada, visando permanente melhoria da qualidade dos serviços educacionais oferecidos.

DC - Quem fiscaliza as universidades particulares?
Mattei - As instituições de ensino superior no Brasil, sejam elas do setor privado ou público, que ainda não se caracterizam como centros universitários ou universidades, necessitam de aprovação dos órgãos oficiais para lançarem cursos de graduação. No Estado, as instituições da Ampesc e a UFSC são fiscalizadas pelo MEC, enquanto as instituições da Acafe estão subordinadas ao Conselho Estadual de Educação.

DC - Que alternativas de financiamento são oferecidas aos estudantes?
Mattei - Os estudantes que optaram pelas instituições do sistema Ampesc podem usufruir de várias modalidades de financiamentos. Dentre os programas, temos o financiamento pela Caixa Econômica Federal (Fies), o Universidade para Todos (Prouni), o artigo 170 - programa de bolsas não reembolsáveis do governo estadual - e o crédito educativo próprio de cada instituição. É importante que a faculdade seja consultada, pois cada uma adota procedimento próprio em relação às formas de financiamento para os estudantes.

DC - O percentual de inadimplência é alto? O que fazer para minimizá-lo?
Mattei - As instituições do sistema Ampesc têm um percentual de inadimplência variável, dependendo do curso e região. A Ampesc tem tratado do tema inadimplência sob várias óticas. Temos o compromisso social de pagar os professores e a estrutura que mantém uma instituição de ensino de qualidade. Por isso, mantemos as bolsas e financiamentos.

DC- As universidades oferecem cursos condizentes com o que exige o mercado de trabalho hoje?
Mattei - No mundo em que vivemos, temos de estar atentos à dinâmica da sociedade. A universidade necessita estar em sintonia com as suas demandas. O mercado de trabalho é onde nossos estudantes vão demonstrar e aplicar as competências e habilidades adquiridas. Portanto, aquela que não estiver atenta às demandas da sociedade se tornará obsoleta.

DC - Há áreas de atuação profissional em que existe a saturação de cursos?
Mattei - Quando comparamos o número de estudantes no ensino superior do Brasil com o de outros países como Argentina, China, Chile ou Índia, verifica-se que falta muito para nos igualarmos a estes países. Temos demandas em todas as áreas de atuação. O que temos de analisar são os níveis de crescimento da economia brasileira. Não podemos simplesmente achar que temos saturação de cursos num ambiente em que os níveis de emprego não têm crescido conforme os fundamentos de uma economia saudável.

DC - Como aumentar o acesso da população aos cursos de ensino superior?
Mattei - Sabemos das dificuldades que o governo encontra, mas somente ampliaremos as vagas com financiamento público. Uma das formas encontradas por muitos países foi a parceria público-privada. No Estado, temos as bolsas do artigo 170, porém a cobertura deste programa é muito pequena diante dos números que se pretendem atingir para que o Brasil se torne competitivo em nível mundial. Temos também a massificação da educação por meio do ensino à distância, que está tomando força em todo o país.

DC - Qual a importância da qualificação profissional dos docentes do ensino superior para a formação dos catarinenses?
Mattei - No ensino superior, as exigências de preparação e aperfeiçoamento do profissional da educação são constantes, em virtude da velocidade das mudanças e inovações tecnológicas e mercadológicas. Defendemos que cursos de mestrado e doutorado sejam viabilizados em mais regiões de Santa Catarina.
A expansão prevista para o ensino superior no Brasil vai exigir que se tenha mais professores mestres e doutores. Portanto, é necessário que sejam revistas as políticas relativas aos cursos de especialização em nosso país.

DC - Qual sua opinião sobre o ensino à distância?
Mattei - As transformações que atingem a sociedade vêm exigindo, cada vez mais, profissionais preparados para enfrentar o novo, ficando assim evidente a necessidade de formação continuada. O país possui dimensões continentais e necessitamos que o acesso à educação atinja os mais longínquos rincões do nosso Brasil. A modalidade à distância facilita a capacitação sem afastar as pessoas de seu local de origem e nem o profissional de seu local de trabalho. Isto possibilita o desenvolvimento regional.
Outra característica do ensino à distância é a de atingir, simultaneamente, um grande número de cidadãos, podendo facilitar o seu acesso à educação, pois os custos per capita acabam sendo menores do que os do ensino presencial. Usando as tecnologias disponíveis, podemos oferecer cursos de graduação à distância com alto padrão de qualidade.

DC - Quais os números do ensino superior privado em SC?
Mattei - Atualmente, a iniciativa privada catarinense é responsável por mais de 70 mil estudantes no ensino superior, matriculados nas 54 instituições localizadas em todas as regiões . O número de funcionários já ultrapassa os 8 mil. A previsão de crescimento este ano é menor que em anos anteriores.

  
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 INSTITUTO AMPESC realiza Curso para Coordenadores 

institutoA AMPESC, a partir da análise da pesquisa realizada em fevereiro sobre as áreas de interesse de capacitação na Instituição, evidenciou que 80% dos entrevistados possui interesse no curso de coordenador como gestor do negócio, em função dos novos cenários do Ensino Superior Brasileiro.

Com o intuito de atender a demanda para capacitação dos Coordenadores das Instituições de Ensino Superior, o INSTITUTO AMPESC realizou nos últimos dias 07 e 08 de julho
na Faculdade AVANTIS, em Balneário Camboriú, o Curso COORDENADOR: UM GESTOR PARA A COMPETITIVIDADE.
 
Foram quatro módulos expostos sobre Legislação, Cenário sobre o Ensino Superior Brasileiro, Marketing, Estratégia, entre outros temas importantes proferidos pelos Professores: Prof. Dr. Mário César Barreto Moraes (Membro de Comissões Institucionais do MEC e Pesquisador do CNPq) Prof. Ralf Luiz Collete (Consultor na área de Comportamento do Consumidor com formação profissional baseada em empresas multinacionais) e Prof. José Maria Melim (Consultor do SEBRAE/Nacional e Coordenador do Projeto Empreender).

Com os seguintes objetivos:
- Aprimorar os conhecimentos em legislação, marketing e planejamento estratégico, com foco na coordenação, para o sucesso organizacional.
- Instrumentalizar os participantes para a prática baseada nos princípios de gestão do projeto pedagógico como unidade de negócio, estabelecendo uma visão estratégica com direcionamento da organização.
- Propiciar reflexões a respeito das estratégias do marketing educacional com foco no negócio.
- Conhecer a legislação específica que sustenta a educação superior, refletir sobre as mudanças em andamento e/ou em discussão para o ensino superior e analisar os processos inerentes às IES.
- Reavaliar o papel do coordenador de curso nos novos cenários da educação superior.
- Capacitar para ‘o planejar’ estrategicamente da organização e do projeto de curso orientado para resultados.

Foram dois dias com a programação a seguir:
07/07/2006 (sexta-feira)
MÓDULO 1 – O CENÁRIO DO ENSINO SUPERIOR E O NOVO PAPEL DO COORDENADOR DE CURSO
• A estrutura da educação superior
• As características e peculiaridades estruturais
• A legislação respectiva
• As demandas da Reforma Universitária
• A estrutura do Plano de Desenvolvimento Institucional
• Cuidados e Erros comuns na elaboração do Plano
• Caracterização do Plano Político Institucional
• As novas responsabilidades do Coordenador de Curso
• As necessidades institucionais
• Novos parâmetros estabelecidos pelo MEC
Apresentação: Prof. Mário César Barreto Moraes
MÓDULO 2 – MARKETING INTELIGENTE: A ARTE DE COORDENAR COM VISÃO DE NEGÓCIO
• Educação e Marketing
• Sistema de Inteligência de Marketing
• Posicionamento e Segmentação
• Criação de diferenciais competitivos, inovação e posicionamento mercadológico
• Marketing de Relacionamento aplicado às instituições de ensino
Apresentação: Prof. Ralf Luiz Collete
08/07/2006 (sábado)
MÓDULO 3 – MARKETING INTELIGENTE: A ARTE DE CAPTAR E FIDELIZAR OS ALUNOS
• Estratégias para captação e retenção de alunos
• Estratégias de relacionamento para diminuição da evasão e da inadimplência
• Endomarketing
• Conhecimento Tático
• Roteiro para elaboração de um Plano de Marketing e Comunicação
Apresentação: Prof. Ralf Luiz Collete
MÓDULO 4 – PLANEJAMENTO: UMA VISÃO ESTRATÉGICA COMPARTILHADA PELA LIDERANÇA
• Construção do Planejamento Estratégico
• Fatores que afetam o desempenho da organização
• O desdobramento da estratégia para o curso
• Gerenciando os três níveis de performance
• Integrando o sistema de gestão estratégica aos processos
• Colocando a estratégia em ação
• Gestão de Processo
Apresentação: Prof. José Maria Melim
 
Confira, num contexto geral, a avaliação realizada:

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As fotos com a presença de mais de 70 (setenta) participantes. Sendo


marinho   marinho2

ralf   geral

melim   mariamelim

E, caso desejar, poderá fazer o download das palestras proferidas, através do site da AMPESC www.ampesc.com.br no ícono INSTITUTO AMPESC e "Download". 
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Notícias dos Associados 

AVANTIS realizou Aula Inaugural da Pós em Gestão e Segurança do Trânsito 
Aconteceu no último dia 23 de junho, em Balneário Camboriú, a Aula Inaugural do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Gestão e Segurança do Trânsito oferecido pela Sociedade Civil AVANTIS de Ensino Ltda. e o Instituto de Certificação e Estudos de Trânsito e Transportes - ICETRAN.

Um curso que vai ensinar professores a ensinar
A Coordenação de Jornalismo da ESTÁCIO DE SÁ está lançando um curso de Pós-Graduação no Ensino de Comunicação. O objetivo é claro – “ensinar a ensinar” – e visa capacitar profissionais ao ensino superior, principalmente para lecionar nos cursos de comunicação social. Os especialistas que integram o corpo de professores comprovam esta meta. Participam educadores reconhecidos nacionalmente como a pedagoga Madalena Freire, o escritor Deonísio da Silva e o papa da comunicação no Brasil, José Marques de Melo. De Santa Catarina, aparecem nomes importantes como o jornalista Moacir Pereira, a psicóloga Márcia Luz e os professores Mário Moraes e Luiz Monteiro. O idealizador do projeto, o jornalista e professor Paulo Scarduelli, acredita que a arte de ensinar envolve técnicas que precisam ser conhecidas e são muito poucos os espaços onde isso é proporcionado, principalmente, para quem vai ser professor no ensino superior. “Nos cursos de mestrado e doutorado, aprende-se muito sobre como pesquisar. No mercado de trabalho, descobrem-se os segredos da profissão. Mas ensinar é bem diferente”, explica.
Na aula inaugural (04/08), Madalena Freire vai ministrar o curso “Professor Aprendiz” e Marques de Melo, no segundo encontro (18/08), falará sobre sua mais nova obra: “Pedagogia da Comunicação: matrizes brasileiras”.

SOCIESC aprova mestrado na CAPES
No dia 14 de julho último a Sociedade Educacional de Santa Cataria – SOCIESC teve seu mestrado em Engenharia Mecânica aprovado pelo Comitê Técnico e Científico – CTC da Câmara de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior –CAPES.
Esta aprovação coloca a SOCIESC em posição de destaque no meio cientifico e tecnológico no estado de Santa Catarina.
Esta aprovação demonstra a dedicação e o empenho de toda a equipe de pesquisadores da instituição que não mediram esforços para alcança tal êxito.
 
Acadêmicos de CN da FAMEG realizam trabalho voluntário
Os acadêmicos da 3ª fase do Curso de Ciências Contábeis da FAMEG realizaram no dia 14 de maio (Dias das Mães), um bonito gesto de solidariedade, entregando a todas as 44 mães que hoje residem no Lar das Flores, em Jaraguá do Sul, um vasinho de flores em comemoração a esta data. A iniciativa foi da professora de Legislação Social e Trabalhista, Scheila R. Spézia Henn, que ao discutir com os acadêmicos “Trabalho Voluntário”, tema este que faz parte do conteúdo ministrado na disciplina, convidou-os a realizar um trabalho desta natureza para que pudessem “sentir na pele” a importância e a satisfação dessa iniciativa. E o resultado foi maravilhoso! Os 7 acadêmicos que participaram do trabalho dividiram com os demais a emoção que sentiram por poder levar àquelas mulheres muito mais do que flores, mas um sorriso, um abraço e um pouco de atenção para ouvir as suas histórias de vida; coisa que muitas delas não encontram no dia-a-dia.
Esse sentimento ficou evidente nas palavras da acadêmica Gizelli R. Moreira: “Pelos benefícios que trouxe a nós mesmos e para as pessoas a quem nós visitamos, podemos concluir que esse minúsculo ato fez de cada um de nós um ser humano melhor, com capacidade de enxergar além daquilo que nos é mostrado. Por isso, acreditamos que o voluntariado merece ser valorizado, defendido, estimulado e fortalecido”.
A acadêmica Jennifher Todt também falou sobre a experiência: “O que mais motiva a realização de um trabalho voluntário é ver que quem o recebe fica feliz! Quem realiza um trabalho voluntário não deve esperar reconhecimento ou outros benefícios em troca. O trabalho voluntário é um ato de amor ao próximo, não deve se confundir com o pensamento egoísta de que trará conforto para seu próprio ego”.
Os resultados foram tão positivos que os acadêmicos já estão pensando num próximo trabalho voluntário. 

Associação Intervales de Educação Superior
A Faculdade Metropolitana de Guaramirim - FAMEG, juntamente com a UNIASSELVI (Indaial), a ASSEVIM (Brusque), a AVANTIS (Balneário Camboriú) e o Instituto Catarinense de Pós-Graduação - ICPG (Blumenau), criaram a Associação Intervales de Educação Superior (Consórcio Intervales). Entre seus objetivos, a colaboração entre as IES em todos os aspectos da educação superior e parcerias com outras entidades nacionais e internacionais.
Nesse sentido, no último dia 22 de maio, o Consórcio firmou acordo com a Universidade de Ferrara - UNIFE / Itália). O acordo contempla, sobretudo, a missão das instituições que o integram, que é a difusão do conhecimento e a expansão do saber  para além fronteiras.
As instituições serão imensamente beneficiadas, pois tal acordo visa promover a cooperação entre as mesmas, a troca de informações e experiências por meio de intercâmbios e um maior incentivo à pesquisa e à produção científica.
A adoção deste acordo gera vantagens também para os acadêmicos, uma vez que as instituições envolvidas fomentarão estágios práticos, viagens de estudo e intercâmbios estudantis, com o intuito de contribuir para a expansão do conhecimento.

Especialização capacita profissionais do Terceiro Setor 
O Terceiro Setor é um dos que mais evoluiu na última década na economia mundial. As entidades filantrópicas têm acompanhado essa evolução e pesquisas demonstram que cresce a cada dia a oferta de empregos nesse  segmento.  Voltada à gestão empresarial, a Faculdade Cenecista de Joinville dispõe de 20 opções em curso de pós-graduação, dentre eles Gestão da Responsabilidade Social nos Negócios. Um curso destinado para todas as pessoas que queiram aumentar o conhecimento sobre os métodos e formas de administrar, gerenciar e melhor empreender as ferramentas da responsabilidade social.
Segundo Airton Bonet, os recursos destinados ao Terceiro Setor precisam ser bem administrados, desde a captação até a utilização. Além disso, as empresas podem abrir várias portas a partir da responsabilidade social e a presença de um profissional que compreenda as peculiaridades do setor é fundamental. A pós-graduação em Gestão da Responsabilidade Social nos Negócios desenvolve profissionais que atendam as necessidades específicas dessas organizações.  
Com o crescimento do Terceiro Setor,  a área de responsabilidade social  evoluiu tanto nas entidades quanto nas organizações privadas. Atuar no setor filantrópico implica no desenvolvimento de projetos de cunho social, de apoio ao desenvolvimento cultural e de gerenciamento ambiental. Pesquisas recentes demonstram que os resultados às organizações são extremamente favoráveis e as ações de extensão são permanentes.  Para o gestor de Pós-Graduação da FCJ, Airton Bonet, o investimento em projetos sociais traz bons resultados e valoriza o nome da empresa. "Essa cultura ainda é recente, mas vem se desenvolvendo com muita velocidade. Aos que buscam um diferencial no currículo, o curso de Responsabilidade Social nos Negócios é uma excelente escolha", destaca Bonet.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2002, foram registrados 1,5  milhão de profissionais remunerados no setor social. E isso não ocorre somente no Brasil, nos Estados Unidos, por exemplo, o Terceiro Setor contabilizou 1,76 trilhão de dólares em 2003. Conforme explica a assistente social da Associação Joinvilense de Obras Sociais (AJOS), Lídia Manukian Patti, o momento é de mudanças e reordenamento das entidades que compõem o quadro do município. A organização das entidades acontece devido ao aumento da demanda social, pois a responsabilidade social favorece os dois lados, ou seja, quem financia o projeto e quem o recebe como serviços/ melhoria. Envolve o econômico e o social". esclarece Lídia.

Faculdade SENAC lança Pós em Desenvolvimento Cognitivo
A Especialização em Desenvolvimento Cognitivo apresenta uma das abordagens mais atuais dentre as teorias que trabalham com o conceito de desenvolvimento da inteligência nas pessoas. Voltado para professores, pedagogos, orientadores educacionais e educadores em geral que atuam em instituições de ensino. Gestores e professionais envolvidos na geração, assessoria, gerenciamento e colocação de projetos educacionais, terapeutas ocupacionais e profissionais que trabalham na área de treinamento e recursos humanos em empresas. 70% dos professores são Mestres e Doutores. ATC - Authorized Training Center (Centro de Treinamento Autorizado), pela ICELP International Center for the Enhancement of the Learning Potencial (Israel).

Programa de Comunicação Instantânea faz diferença no atendimento
Compartilhamos abaixo a experiência do Prof. César, da Faculdade HORUS de Pinhalzinho, quanto a utilização do MESSENGER (MSN) - software livre de comunicação instantânea - para o atendimento ao candidato e acadêmico na Instituição. Claro que há um ponto negativo, que é a informação totalmente informal. Mas, em contrapartida, é agil, econômico e eficaz porque atinge o público de todas as idades. De repente seja uma opção às IES que não o possuem.
Suce$$o!
Prezada Amiga VALQUIRIA:
A utilização do MSN para informações sobre a IES, cursos e vestibular é um serviço que  utilizamos desde o último vestibular.  
A procura por informações tem sido grande e é uma excelente forma de contato com a comunidade externa e também interna.
Abraços,
Prof. César



Esta seção é destinada à divulgação de artigos e notícias das IES Associadas à AMPESC.
A inserção se dará conforme a ordem de chegada das informações enviadas
até o dia 17 de cada mês via e-mail administracao@ampesc.com.br.


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