Editorial: Questões Relevantes sobre Mensalidades Escolares
O
assunto “mensalidades escolares” é regulado pela Lei
9.870, de 23 de novembro de 1999. Esta Lei, dentre outras coisas,
determina em seu art. 1º, § 4º que é proibido o
reajuste do valor das parcelas da anuidade ou semestralidade escolar em
prazo inferior a um ano, a contar da data da sua fixação,
salvo quando expressamente previsto em lei.
O art. 2° da Lei 9.870/99 determina que os estabelecimentos de
ensino devem divulgar, em local de fácil acesso ao
público, o valor do aumento em suas mensalidades escolares, com
antecedência mínima de 45 dias da data da
matrícula.
Quanto ao valor do aumento, não existe disposição
legal que determine um percentual máximo de acréscimo.
Contudo, qualquer aumento deverá ser compatível com a
prestação do serviço.
De acordo com a legislação é perfeitamente
razoável que o aumento reflita a variação dos
custos de ensino suportados pela a instituição, sendo
que, de acordo com o parágrafo 2º do artigo 1º da
já citada Lei, isto inclui os dispêndios previstos para o
aprimoramento do projeto didático-pedagógico do
estabelecimento de ensino, assim como os relativos à
variação de custos a título de pessoal e custeio.
A cada início de semestre ou período letivo há uma
renovação contratual (mesmo que tácita) e somente
neste momento é que se poderá efetuar a
contratação do novo valor da mensalidade, que
deverá ter sido informado com 45 dias de antecedência. A
fixação da nova mensalidade deverá ser pelo
período mínimo de 1 ano, salvo casos excepcionais, que
dependem de autorização legal.
Cabe ainda esclarecer que por determinação do
§3º do art.1º da lei 9.870/99, o valor total a ser pago
pelo serviço de uma Instituição de Ensino é
cobrado em 12 ou 6 parcelas mensais, de acordo com o regime adotado
pela escola (anual ou semestral). Planos alternativos de pagamento
devem ser estudados como muito critério e devem estar
fundamentados na realidade da Instituição e do contrato a
ser assinado
O valor estipulado como semestralidade ou anuidade deve refletir a
integralidade dos custos da Instituição no período
letivo, e podem ser exigidos do aluno independentemente da data da
matrícula (desde que ela se refira a todo o período). Ou
seja: os meses de recesso ou férias são computados para
os cálculos dos custos do serviço prestado pela
instituição de ensino, ainda que neles não ocorram
aulas, pois os custos da instituição permanecem nesses
meses, para viabilizar a continuidade da prestação dos
serviços. (ex.: salários de professores e
funcionários, manutenção das
instalações, atividades de elaboração e
preparação do período letivo, etc).
Além da anuidade ou semestralidade as instituições
de ensino poderão cobrar dos alunos pela prestação
de serviços não contemplados no contrato de ensino.
Por determinação legal, estes estabelecimentos gozam de
autonomia administrativa para decidir sobre o valor a ser cobrado pelos
serviços prestados, inclusive no que se refere às taxas
para o fornecimento de documentos, certidões, enfim. Entretanto
a validade de quaisquer cobranças de valores de mensalidades e
outras taxas, de acordo com a Portaria nº 971/97 do
Ministério da Educação, depende de expressa
previsão no Catálogo da Instituição/Manual
do Estudante, documento que deve estar disponível para livre
consulta de qualquer interessado.
Destaque-se também, que o consumidor (aluno) deve ser informado
sobre os valores das mensalidades e outras taxas cobradas pela
instituição de ensino no momento da
contratação do serviço educacional.
Por derradeiro, cabe frisar que apesar das instituições
de ensino gozarem de autonomia administrativa no que se refere ao
estabelecimento dos valores cobrados por seus serviços, o valor
da mensalidade deve guardar correspondência com o serviço
prestado. Assim, o valor estipulado para a mensalidade de um aluno que
cursa todas as disciplinas da grade curricular não pode ser o
mesmo da mensalidade estipulada para um aluno que esteja cursando
apenas uma ou duas matérias. A cobrança do valor integral
da mensalidade para o aluno que não está cursando todas
as disciplinas da grade curricular pode ser caracterizada como uma
prática abusiva, uma vez que isto fere o princípio da
proporcionalidade, que está traduzido nos direitos
básicos do consumidor no Art. 6º, V, do Código de
Defesa do Consumidor.
Da mesma forma, ao se estipular no contrato de ensino um determinado
número de créditos a ser ministrado, deve-se ter cuidado
para que o serviço prestado reflita fielmente o que foi
contratado. O Poder Judiciário tem determinado a
devolução em dobro dos valores cobrados por
serviços que não foram prestados, também com base
no Código de Defesa do Consumidor.
Dra. Sandra Marangoni
Advogada da Marangoni e Consultores Associados
Assessora Jurídica da FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ
Contato: sandra@marangoni-adv.com.br
Reuniões: 1 - Reitoria UFSC, 2 - Fórum de Estágio de SC e 3 - FAPESC
1 - Reitoria UFSC:
No último dia quatro de julho o
Presidente da AMPESC, acompanhado de representantes do Conselho da
Presidência e de outros Diretores de Instituições
associadas, estiveram em Florianópolis onde se reuniram com o
Dr. Lúcio José Botelho, Reitor da Universidade Federal de
Santa Catarina – UFSC. Entre outros assuntos, foram apresentadas
as atividades desenvolvidas pela AMPESC e possíveis parcerias da
nossa Associação e a Universidade em mestrados
inter-institucionais. Outro assunto tratado foi referente ao processo
de registro de diplomas das IES Privadas que na sua maioria necessitam
fazê-lo através da Universidade Federal. O reitor da UFSC
expôs aos diretores presentes que, a partir do mês de
agosto, o processo de verificação de possíveis
problemas na documentação encaminhada, será
através de amostragem. Isso se dará devido ao grande
número de processos de registros que estão sendo
encaminhado ao setor de responsável por estes serviços na
Universidade. Caso seja encontrado algum problema na amostras, o lote
de diplomas será devolvido à Instituição de
origem para que sejam revistos todos os processos. Foi acordado
também um encontro entre os responsáveis por essa
área nas Faculdades e a Universidade a fim de promover uma
capacitação, oportunizando também uma forma de
estreitar os laços profissionais. Em breve enviaremos mais
detalhes.
2 - Fórum de Estágio de SC
A convite da Federação das Industrias do Estado de Santa
Catarina – FIESC, representantes de 10 (dez)
Instituições Associadas à AMPESC foram convidadas
a participarem da reunião do Fórum de Estágio de
Santa Catarina, coordenado pelo Instituto Euvaldo Lodi –
IEL, que aconteceu no dia 6 de julho no prédio do Sistema
FIESC com a seguinte pauta: Legislação de Estágio.
O tema foi apresentado pelo Sr. Jean Carlo Voltolini, procurador do
Ministério Público do Trabalho de SC, baseado nos
questionamentos levantados pelos integrantes do Fórum de
Estágio de SC até o dia nove de junho passado;
Também foi apresentado o calendário de eventos para o segundo semestre deste ano:
Encontro Regional de Estágio (será realizado na cidade de
Joinville em agosto/2006); 7º Encontro Nacional de Estágio
(1ª vez na Região Sul, que será realizado em
outubro/2006) e
Prêmio Catarinense das Melhores Práticas de Estágio
(divulgação das empresas selecionadas para a segunda
etapa - visita do MCE Movimento Catarinense para Excelência nas
dependências das empresas selecionadas).
Os representantes que se fizeram presentes no evento foram:
Prof. Luís Carlos Martinhago Schlichting e Profa. Maria Silva - ESTÁCIO DE SÁ;
Prof. Marcello Zapelini - FACULDADE ENERGIA/FEAN;
Profa. Sueli Fischer Beckert - SOCIESC;
Profa. Andresa Wagner - FAMEG;
Prof. Élio Antônio Maldaner - EXPONENCIAL;
Sra. Alexsandra Stols Plegrim - ESUCRI;
Profa. Letícia Michels - FUCAP;
Prof. André Kopelke - UNIASSELVI e
Prof. Anselmo Medeiros - IBES.
O convite foi estendido de tal forma a abranger todas as regiões
do Estado, pois o número de participante foi limitado em cinco
titulares e cinco suplentes.
3 - FAPESC
O Presidente da AMPESC, juntamente com a Diretoria da FAMEG, estiveram
reunidos no último dia dia 10 de julho com o Sr. Vladimir
Álvaro Piacentini, Presidente da Fundação de Apoio
à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de
Santa Catarina - FAPESC, para tratar de assuntos relativos a pesquisa
nas instituições filiadas a AMPESC.
O Presidente da FAPESC informou que a participação das
instituições interessadas em pesquisa esta regulamentada
pelo decreto 3171 do Governo Estadual e colocou-se à
disposição da AMPESC para participar de encontros visando
contribuir com desenvolvimento cientifico e tecnológico das
filiadas atendendo a missão da FAPESC que é "Promover
o Desenvolvimento Científico e Tecnológico no Estado de
Santa Catarina através do fomento à pesquisa e da
interação, em todos os níveis, das
instituições científicas, dos complexos
produtivos, do governo e da sociedade."
Para as instituições interessadas em conhecer a
legislação pertinente à pesquisa em nosso estado e
também os editais referentes a esta atividade,
poderão dirigir-se ao endereço www.fapesc.rct-sc.br.


Boas-vindas
aos novos Associados do mês de junho e aos Professores indicados
a integrarem os Núcleos de Ensino, Pesquisa e Extensão
criados pela AMPESC
Agradecemos a confiança depositada, através da filiação, das
Instituições abaixo:
Criciúma/SC: FATEMI
Mantenedora: Escola Normal e Ginásio Madre Teresa Michel
Mantida: Faculdade Tecnologia MichelSociedade Catarinense de Educação
Dirigente: Irmã LINDAURA SILVA RIBEIRO
São Bento do Sul/SC: CETEOL
Mantenedora: União Cristã Associação Social e Educacional
Mantida: Faculdade Luterana de Teologia - FLT
Dirigente: Prof. CLAUS SCHWAMBACH
Os Núcleos de Ensino, Pesquisa e
Extensão da AMPESC, criados em junho deste ano,
estão mais fortes pois recebemos novas
indicações de Professores que farão parte dos
grupos. A seguir os nomes dos professores e suas
instituições de origem:
Ensino - Prof. Hélio Roberto Hékis (ESTÁCIO DE SÁ - São José) e
Profa. Simone Andrade (FCJ - Joinville).
Pesquisa e Extensão - Prof. Luiz Ricardo Uriarte (FCJ - Joinville) e
Profa. Mirela Luz - (ESTÁCIO DE SÁ - São José).
Realizaram-se as primeiras reuniões individuais dos
Núcleos, em Joinville, nos dias 03/07 (Ensino) e 12/07 (Pesquisa
e Extensão), onde outros assuntos discutiram sobre:
a) Estrutura dos Núcleos;
b) Calendário próximas reuniões;
c) Funções dos Núcleos;
d) Criação de uma Coordenação;
e) Workshop dos Núcleos e
f) Definição de data e especialistas para a relização do evento


Convite para assessoramente na área da Educação
A
AMPESC encaminhou no dia 04 de abril o Ofício 026/2006, que
informava o contato efetuado pelas Secretarias Municipais de
Educação dos municípios de Navegantes e Rio
Negrinho para assessoramento na área da Educação.
Cumprindo a sua missão, que também é de
compartilhar com as Instituições Filiadas esse tipo de
informação, algumas encaminharam propostas atendendo
às solicitações das Secretarias. Como ainda
não obtivemos retorno, solicitamos um posicionamento para que
pudéssemos repassá-lo as interessadas. Confira abaixo o
e-mail recebido de uma delas:
----- Original Message -----
From: Jacqueline Régis
To: AMPESC - Valquíria
Sent: Tuesday, June 16, 2006 3:02 PM
Subject: Re: SIMPÓSIO - NAVEGANTES
Recebemos os projetos enviados por vocês, mas o nosso
Secretário está estudando também outras propostas
para o SIMPÓSIO.
Caso suas propostas venham de encontro com o que ele esteja planejando, entraremos em contato com vocês.
Por enquanto, agradecemos seu empenho e parabenizamos a AMPESC pela qualidade no atendimento.
Estou torcendo para
podermos trabalhar em parceria com vocês, se não for dessa
vez, que seja em outra oportunidade.
Abraços, da nossa equipe de trabalho.
Jacqueline T. Régis
Secretária da Educação


Mídia: Entrevista com o Presidente da AMPESC veiculada no Diário Catarinense
Após a matéria veiculada no Diário Catarinense de 28 de maio de 2006, onde um professor
convidado entrevistado equivocou-se na forma de expressão dizendo que o
Sistema Particular de Ensino Privado não é de qualidade, a AMPESC se posionou e solicitou
que o referido Jornal cedesse um espaço para que pudesse
manifesta-se. Esse, com senso de justiça, assim o fez. Leia abaixo a entrevista do Prof. Roque Antônio Mattei, Presidente da AMPESC.
Diário Catarinense
Caderno Economia
10 de julho de 2006
Negócios
' Não há saturação de cursos'
Entrevista com Roque Antonio Mattei, presidente da Ampesc
CLAUDIA MARCELO ( claudia.marcelo@diario.com.br )
O presidente da Associação de Mantenedoras Particulares
de Ensino Superior de Santa Catarina (Ampesc), Roque Antonio Mattei,
afirma que as universidades representadas pela
instituição são responsáveis por 30% dos
estudantes no ensino superior no Estado. Em Santa Catarina, 70 mil
alunos freqüentam, hoje, cursos em universidades particulares,
matriculados nas 54 instituições existentes.
Nos últimos cinco anos, afirma Mattei, o sistema Ampesc cresceu
193%. Mesmo assim, ele ressalta que é importante ampliar o
número de universitários em Santa Catarina. E que as
universidades mostram-se preocupadas com o acesso dos
recém-formados ao mercado de trabalho, estando os cursos
voltados para atender a esta demanda.
Na opinião dele, é necessário ampliar o acesso dos
estudantes ao ensino superior. Para isso, seria preciso o financiamento
público ou a adoção das parcerias
público-privadas.
Diário Catarinense - Como o senhor avalia a educação superior em SC?
Roque Antonio Mattei - Até o inicio da década de 60,
praticamente não existia educação superior em
Santa Catarina. Desde então e até o final da
década de 90, a educação superior era, quase na
sua totalidade, realizada pelas duas universidades públicas e
pelo sistema fundacional. Com a abertura da economia brasileira para o
mundo, verificou-se que, para assegurarmos nossa posição
e podermos competir com os outros países nas
relações comercial e científica, teríamos
de superar nossa defasagem em número de cidadãos no
ensino superior. O Brasil adotou o que a grande maioria de
países emergentes encontrou como solução: abriu
para a iniciativa privada a possibilidade oferecer ensino superior
à população. O país tem como meta 10
milhões de alunos nas universidades. Atualmente, estamos com
aproximadamente 5 milhões. As faculdades privadas, representadas
pela Ampesc, são responsáveis por 30% dos estudantes no
ensino superior em Santa Catarina. O crescimento do sistema Ampesc nos
últimos cinco anos foi de 193% enquanto a UFSC alcançou
3,4% e o Sistema Acafe, 20,6%. Diante deste cenário, a
educação superior no Estado é destaque nacional.
DC - O ensino superior privado é de qualidade?
Mattei - Todas as instituições do sistema Ampesc
estão subordinadas ao Ministério da
Educação e Cultura (MEC), portanto cada curso que as
faculdades privadas lançam é rigorosamente avaliado por
comissões de especialistas nomeadas pelo MEC. Esses
especialistas são, normalmente, de universidades federais.
Além disso, estamos sendo constantemente auditados pelo MEC por
meio de encaminhamento de relatórios e visitas de especialistas.
Cada instituição tem a preocupação de
garantir o melhor para os seus alunos e para o desenvolvimento da
comunidade onde está sediada.
DC - Qual o papel da Ampesc e para que foi criada?
Mattei - A Ampesc tem como missão contribuir com a sociedade por
meio do ensino, pesquisa e extensão, promovendo o
desenvolvimento cultural, científico e tecnológico. No
cumprimento da missão, realizamos assessoramento
pedagógico, técnico, administrativo e jurídico,
inclusive como mediadores entre o setor e os poderes públicos. A
associação promove programas de capacitação
continuada, visando permanente melhoria da qualidade dos
serviços educacionais oferecidos.
DC - Quem fiscaliza as universidades particulares?
Mattei - As instituições de ensino superior no Brasil,
sejam elas do setor privado ou público, que ainda não se
caracterizam como centros universitários ou universidades,
necessitam de aprovação dos órgãos oficiais
para lançarem cursos de graduação. No Estado, as
instituições da Ampesc e a UFSC são fiscalizadas
pelo MEC, enquanto as instituições da Acafe estão
subordinadas ao Conselho Estadual de Educação.
DC - Que alternativas de financiamento são oferecidas aos estudantes?
Mattei - Os estudantes que optaram pelas instituições do
sistema Ampesc podem usufruir de várias modalidades de
financiamentos. Dentre os programas, temos o financiamento pela Caixa
Econômica Federal (Fies), o Universidade para Todos (Prouni), o
artigo 170 - programa de bolsas não reembolsáveis do
governo estadual - e o crédito educativo próprio de cada
instituição. É importante que a faculdade seja
consultada, pois cada uma adota procedimento próprio em
relação às formas de financiamento para os
estudantes.
DC - O percentual de inadimplência é alto? O que fazer para minimizá-lo?
Mattei - As instituições do sistema Ampesc têm um
percentual de inadimplência variável, dependendo do curso
e região. A Ampesc tem tratado do tema inadimplência sob
várias óticas. Temos o compromisso social de pagar os
professores e a estrutura que mantém uma
instituição de ensino de qualidade. Por isso, mantemos as
bolsas e financiamentos.
DC- As universidades oferecem cursos condizentes com o que exige o mercado de trabalho hoje?
Mattei - No mundo em que vivemos, temos de estar atentos à
dinâmica da sociedade. A universidade necessita estar em sintonia
com as suas demandas. O mercado de trabalho é onde nossos
estudantes vão demonstrar e aplicar as competências e
habilidades adquiridas. Portanto, aquela que não estiver atenta
às demandas da sociedade se tornará obsoleta.
DC - Há áreas de atuação profissional em que existe a saturação de cursos?
Mattei - Quando comparamos o número de estudantes no ensino
superior do Brasil com o de outros países como Argentina, China,
Chile ou Índia, verifica-se que falta muito para nos igualarmos
a estes países. Temos demandas em todas as áreas de
atuação. O que temos de analisar são os
níveis de crescimento da economia brasileira. Não podemos
simplesmente achar que temos saturação de cursos num
ambiente em que os níveis de emprego não têm
crescido conforme os fundamentos de uma economia saudável.
DC - Como aumentar o acesso da população aos cursos de ensino superior?
Mattei - Sabemos
das dificuldades que o governo encontra, mas somente ampliaremos as
vagas com financiamento público. Uma das formas encontradas por
muitos países foi a parceria público-privada. No Estado,
temos as bolsas do artigo 170, porém a cobertura deste programa
é muito pequena diante dos números que se pretendem
atingir para que o Brasil se torne competitivo em nível mundial.
Temos também a massificação da
educação por meio do ensino à distância, que
está tomando força em todo o país.
DC - Qual a
importância da qualificação profissional dos
docentes do ensino superior para a formação dos
catarinenses?
Mattei - No ensino superior, as exigências de
preparação e aperfeiçoamento do profissional da
educação são constantes, em virtude da velocidade
das mudanças e inovações tecnológicas e
mercadológicas. Defendemos que cursos de mestrado e doutorado
sejam viabilizados em mais regiões de Santa Catarina.
A expansão prevista para o ensino superior no Brasil vai exigir
que se tenha mais professores mestres e doutores. Portanto, é
necessário que sejam revistas as políticas relativas aos
cursos de especialização em nosso país.
DC - Qual sua opinião sobre o ensino à distância?
Mattei - As transformações que atingem a sociedade
vêm exigindo, cada vez mais, profissionais preparados para
enfrentar o novo, ficando assim evidente a necessidade de
formação continuada. O país possui
dimensões continentais e necessitamos que o acesso à
educação atinja os mais longínquos rincões
do nosso Brasil. A modalidade à distância facilita a
capacitação sem afastar as pessoas de seu local de origem
e nem o profissional de seu local de trabalho. Isto possibilita o
desenvolvimento regional.
Outra característica do ensino à distância é
a de atingir, simultaneamente, um grande número de
cidadãos, podendo facilitar o seu acesso à
educação, pois os custos per capita acabam sendo menores
do que os do ensino presencial. Usando as tecnologias
disponíveis, podemos oferecer cursos de graduação
à distância com alto padrão de qualidade.
DC - Quais os números do ensino superior privado em SC?
Mattei - Atualmente, a iniciativa privada catarinense é
responsável por mais de 70 mil estudantes no ensino superior,
matriculados nas 54 instituições localizadas em todas as
regiões . O número de funcionários já
ultrapassa os 8 mil. A previsão de crescimento este ano é
menor que em anos anteriores.

INSTITUTO AMPESC realiza Curso para Coordenadores
A
AMPESC, a partir da análise da pesquisa realizada em fevereiro
sobre as áreas de interesse de capacitação na
Instituição, evidenciou que 80% dos entrevistados possui
interesse no curso de coordenador como gestor do negócio, em
função dos novos cenários do Ensino Superior
Brasileiro.
Com o intuito de atender a demanda para
capacitação dos Coordenadores das
Instituições de Ensino Superior, o INSTITUTO AMPESC
realizou nos últimos dias 07 e 08 de julho na Faculdade AVANTIS, em Balneário Camboriú, o Curso COORDENADOR: UM GESTOR PARA A COMPETITIVIDADE.
Foram quatro módulos expostos sobre Legislação,
Cenário sobre o Ensino Superior Brasileiro, Marketing,
Estratégia, entre outros temas importantes proferidos pelos
Professores: Prof. Dr. Mário César Barreto Moraes (Membro
de Comissões Institucionais do MEC e Pesquisador do CNPq) Prof.
Ralf Luiz Collete (Consultor na área de Comportamento do
Consumidor com formação profissional baseada em empresas
multinacionais) e Prof. José Maria Melim (Consultor do
SEBRAE/Nacional e Coordenador do Projeto Empreender).
Com os seguintes objetivos:
- Aprimorar os conhecimentos em legislação, marketing e
planejamento estratégico, com foco na coordenação,
para o sucesso organizacional.
- Instrumentalizar os participantes para a prática baseada nos
princípios de gestão do projeto pedagógico como
unidade de negócio, estabelecendo uma visão
estratégica com direcionamento da organização.
- Propiciar reflexões a respeito das estratégias do marketing educacional com foco no negócio.
- Conhecer a legislação específica que sustenta a
educação superior, refletir sobre as mudanças em
andamento e/ou em discussão para o ensino superior e analisar os
processos inerentes às IES.
- Reavaliar o papel do coordenador de curso nos novos cenários da educação superior.
- Capacitar para ‘o planejar’ estrategicamente da
organização e do projeto de curso orientado para
resultados.
Foram dois dias com a programação a seguir:
07/07/2006 (sexta-feira)
MÓDULO 1 – O CENÁRIO DO ENSINO SUPERIOR E O NOVO PAPEL DO COORDENADOR DE CURSO
• A estrutura da educação superior
• As características e peculiaridades estruturais
• A legislação respectiva
• As demandas da Reforma Universitária
• A estrutura do Plano de Desenvolvimento Institucional
• Cuidados e Erros comuns na elaboração do Plano
• Caracterização do Plano Político Institucional
• As novas responsabilidades do Coordenador de Curso
• As necessidades institucionais
• Novos parâmetros estabelecidos pelo MEC
Apresentação: Prof. Mário César Barreto Moraes
MÓDULO 2 – MARKETING INTELIGENTE: A ARTE DE COORDENAR COM VISÃO DE NEGÓCIO
• Educação e Marketing
• Sistema de Inteligência de Marketing
• Posicionamento e Segmentação
• Criação de diferenciais competitivos, inovação e posicionamento mercadológico
• Marketing de Relacionamento aplicado às instituições de ensino
Apresentação: Prof. Ralf Luiz Collete
08/07/2006 (sábado)
MÓDULO 3 – MARKETING INTELIGENTE: A ARTE DE CAPTAR E FIDELIZAR OS ALUNOS
• Estratégias para captação e retenção de alunos
• Estratégias de relacionamento para diminuição da evasão e da inadimplência
• Endomarketing
• Conhecimento Tático
• Roteiro para elaboração de um Plano de Marketing e Comunicação
Apresentação: Prof. Ralf Luiz Collete
MÓDULO 4 – PLANEJAMENTO: UMA VISÃO ESTRATÉGICA COMPARTILHADA PELA LIDERANÇA
• Construção do Planejamento Estratégico
• Fatores que afetam o desempenho da organização
• O desdobramento da estratégia para o curso
• Gerenciando os três níveis de performance
• Integrando o sistema de gestão estratégica aos processos
• Colocando a estratégia em ação
• Gestão de Processo
Apresentação: Prof. José Maria Melim
Confira, num contexto geral, a avaliação realizada:

As fotos com a presença de mais de 70 (setenta) participantes. Sendo



E, caso desejar, poderá fazer o download das palestras proferidas, através do site da AMPESC www.ampesc.com.br no ícono INSTITUTO AMPESC e "Download".

Notícias dos Associados
AVANTIS realizou Aula Inaugural da Pós em Gestão e Segurança do Trânsito
Aconteceu no último dia 23 de junho, em Balneário
Camboriú, a Aula Inaugural do curso de
Pós-Graduação Latu Sensu
em Gestão e Segurança do Trânsito oferecido
pela Sociedade Civil AVANTIS de Ensino Ltda. e o Instituto de
Certificação e Estudos de Trânsito e Transportes -
ICETRAN.
Um curso que vai ensinar professores a ensinar
A Coordenação de Jornalismo da ESTÁCIO DE
SÁ está lançando um curso de
Pós-Graduação no Ensino de
Comunicação. O objetivo é claro –
“ensinar a ensinar” – e visa capacitar profissionais
ao ensino superior, principalmente para lecionar nos cursos de
comunicação social. Os especialistas que integram o corpo
de professores comprovam esta meta. Participam educadores reconhecidos
nacionalmente como a pedagoga Madalena Freire, o escritor
Deonísio da Silva e o papa da comunicação no
Brasil, José Marques de Melo. De Santa Catarina, aparecem nomes
importantes como o jornalista Moacir Pereira, a psicóloga
Márcia Luz e os professores Mário Moraes e Luiz Monteiro.
O idealizador do projeto, o jornalista e professor Paulo Scarduelli,
acredita que a arte de ensinar envolve técnicas que precisam ser
conhecidas e são muito poucos os espaços onde isso
é proporcionado, principalmente, para quem vai ser professor no
ensino superior. “Nos cursos de mestrado e doutorado, aprende-se
muito sobre como pesquisar. No mercado de trabalho, descobrem-se os
segredos da profissão. Mas ensinar é bem
diferente”, explica.
Na aula inaugural (04/08), Madalena Freire vai ministrar o curso
“Professor Aprendiz” e Marques de Melo, no segundo encontro
(18/08), falará sobre sua mais nova obra: “Pedagogia da
Comunicação: matrizes brasileiras”.
SOCIESC aprova mestrado na CAPES
No dia 14 de julho último a Sociedade Educacional de Santa
Cataria – SOCIESC teve seu mestrado em Engenharia Mecânica
aprovado pelo Comitê Técnico e Científico –
CTC da Câmara de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior –CAPES.
Esta aprovação coloca a SOCIESC em posição
de destaque no meio cientifico e tecnológico no estado de Santa
Catarina.
Esta aprovação demonstra a dedicação e o
empenho de toda a equipe de pesquisadores da instituição
que não mediram esforços para alcança tal
êxito.
Acadêmicos de CN da FAMEG realizam trabalho voluntário
Os acadêmicos da 3ª fase do Curso de Ciências
Contábeis da FAMEG realizaram no dia 14 de maio (Dias das
Mães), um bonito gesto de solidariedade, entregando a todas as
44 mães que hoje residem no Lar das Flores, em Jaraguá do
Sul, um vasinho de flores em comemoração a esta data. A
iniciativa foi da professora de Legislação Social e
Trabalhista, Scheila R. Spézia Henn, que ao discutir com os
acadêmicos “Trabalho Voluntário”, tema este
que faz parte do conteúdo ministrado na disciplina, convidou-os
a realizar um trabalho desta natureza para que pudessem “sentir
na pele” a importância e a satisfação dessa
iniciativa. E o resultado foi maravilhoso! Os 7 acadêmicos que
participaram do trabalho dividiram com os demais a emoção
que sentiram por poder levar àquelas mulheres muito mais do que
flores, mas um sorriso, um abraço e um pouco de
atenção para ouvir as suas histórias de vida;
coisa que muitas delas não encontram no dia-a-dia.
Esse sentimento ficou evidente nas palavras da acadêmica Gizelli
R. Moreira: “Pelos benefícios que trouxe a nós
mesmos e para as pessoas a quem nós visitamos, podemos concluir
que esse minúsculo ato fez de cada um de nós um ser
humano melhor, com capacidade de enxergar além daquilo que nos
é mostrado. Por isso, acreditamos que o voluntariado merece ser
valorizado, defendido, estimulado e fortalecido”.
A acadêmica Jennifher Todt também falou sobre a
experiência: “O que mais motiva a realização
de um trabalho voluntário é ver que quem o recebe fica
feliz! Quem realiza um trabalho voluntário não deve
esperar reconhecimento ou outros benefícios em troca. O trabalho
voluntário é um ato de amor ao próximo, não
deve se confundir com o pensamento egoísta de que trará
conforto para seu próprio ego”.
Os resultados foram tão positivos que os acadêmicos
já estão pensando num próximo trabalho
voluntário.
Associação Intervales de Educação Superior
A Faculdade Metropolitana de Guaramirim - FAMEG,
juntamente com a UNIASSELVI (Indaial), a ASSEVIM (Brusque), a AVANTIS
(Balneário Camboriú) e o Instituto Catarinense de
Pós-Graduação - ICPG (Blumenau), criaram a
Associação Intervales de Educação Superior
(Consórcio Intervales). Entre seus objetivos, a
colaboração entre as IES em todos os aspectos da
educação superior e parcerias com outras entidades
nacionais e internacionais.
Nesse sentido, no último dia 22 de maio, o Consórcio
firmou acordo com a Universidade de Ferrara - UNIFE / Itália). O
acordo contempla, sobretudo, a missão das
instituições que o integram, que é a
difusão do conhecimento e a expansão do saber para
além fronteiras.
As instituições serão imensamente beneficiadas,
pois tal acordo visa promover a cooperação entre as
mesmas, a troca de informações e experiências por
meio de intercâmbios e um maior incentivo à pesquisa e
à produção científica.
A adoção deste acordo gera vantagens também para
os acadêmicos, uma vez que as instituições
envolvidas fomentarão estágios práticos, viagens
de estudo e intercâmbios estudantis, com o intuito de contribuir
para a expansão do conhecimento.
Especialização capacita profissionais do Terceiro Setor
O Terceiro Setor é um dos que mais evoluiu na
última década na economia mundial. As entidades
filantrópicas têm acompanhado essa evolução
e pesquisas demonstram que cresce a cada dia a oferta de empregos
nesse segmento. Voltada à gestão empresarial,
a Faculdade Cenecista de Joinville dispõe de 20
opções em curso de pós-graduação,
dentre eles Gestão da Responsabilidade Social nos
Negócios. Um curso destinado para todas as pessoas que queiram
aumentar o conhecimento sobre os métodos e formas de
administrar, gerenciar e melhor empreender as ferramentas da
responsabilidade social.
Segundo Airton Bonet, os recursos destinados ao Terceiro Setor precisam
ser bem administrados, desde a captação até a
utilização. Além disso, as empresas podem abrir
várias portas a partir da responsabilidade social e a
presença de um profissional que compreenda as peculiaridades do
setor é fundamental. A pós-graduação em
Gestão da Responsabilidade Social nos Negócios desenvolve
profissionais que atendam as necessidades específicas dessas
organizações.
Com o crescimento do Terceiro Setor, a área de
responsabilidade social evoluiu tanto nas entidades quanto nas
organizações privadas. Atuar no setor filantrópico
implica no desenvolvimento de projetos de cunho social, de apoio ao
desenvolvimento cultural e de gerenciamento ambiental. Pesquisas
recentes demonstram que os resultados às
organizações são extremamente favoráveis e
as ações de extensão são permanentes.
Para o gestor de Pós-Graduação da FCJ, Airton
Bonet, o investimento em projetos sociais traz bons resultados e
valoriza o nome da empresa. "Essa cultura ainda é recente, mas
vem se desenvolvendo com muita velocidade. Aos que buscam um
diferencial no currículo, o curso de Responsabilidade Social nos
Negócios é uma excelente escolha", destaca Bonet.
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), em 2002, foram registrados 1,5 milhão
de profissionais remunerados no setor social. E isso não ocorre
somente no Brasil, nos Estados Unidos, por exemplo, o Terceiro Setor
contabilizou 1,76 trilhão de dólares em 2003. Conforme
explica a assistente social da Associação Joinvilense de
Obras Sociais (AJOS), Lídia Manukian Patti, o momento é
de mudanças e reordenamento das entidades que compõem o
quadro do município. A organização das entidades
acontece devido ao aumento da demanda social, pois a responsabilidade
social favorece os dois lados, ou seja, quem financia o projeto e quem
o recebe como serviços/ melhoria. Envolve o econômico e o
social". esclarece Lídia.
Faculdade SENAC lança Pós em Desenvolvimento Cognitivo
A Especialização em Desenvolvimento Cognitivo apresenta
uma das abordagens mais atuais dentre as teorias que trabalham com o
conceito de desenvolvimento da inteligência nas pessoas. Voltado
para professores, pedagogos, orientadores educacionais e educadores em
geral que atuam em instituições de ensino. Gestores e
professionais envolvidos na geração, assessoria,
gerenciamento e colocação de projetos educacionais,
terapeutas ocupacionais e profissionais que trabalham na área de
treinamento e recursos humanos em empresas. 70% dos professores
são Mestres e Doutores. ATC - Authorized Training Center (Centro
de Treinamento Autorizado), pela ICELP International Center for the
Enhancement of the Learning Potencial (Israel).
Programa de Comunicação Instantânea faz diferença no atendimento
Compartilhamos abaixo a experiência do Prof. César, da
Faculdade HORUS de Pinhalzinho, quanto a utilização do
MESSENGER (MSN) - software livre de comunicação
instantânea - para o atendimento ao candidato e acadêmico
na Instituição. Claro que há um ponto
negativo, que é a
informação totalmente informal. Mas, em
contrapartida, é agil, econômico e eficaz porque atinge o
público de todas as idades. De repente seja uma
opção às IES que não o possuem.
Suce$$o!
Prezada Amiga VALQUIRIA:
A utilização do MSN para informações sobre
a IES, cursos e vestibular é um serviço que
utilizamos desde o último vestibular.
A procura por informações tem sido grande e é uma
excelente forma de contato com a comunidade externa e também
interna.
Abraços,
Prof. César
Esta
seção é destinada à
divulgação de artigos e notícias das IES
Associadas à AMPESC.
A inserção se dará conforme a ordem de chegada das informações enviadas
até o dia 17 de cada mês via e-mail administracao@ampesc.com.br.